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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Graça Entronizada!!!

Aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. Hebreus 4:16

Trono é símbolo de realeza e autoridade. Tronos são ocupados por reis e monarcas que enfeixam nas mãos muito poder. Imaginamos o trono como lugar de difícil acesso, de possibilidade de aproximação muito remota. Se você já teve a oportunidade de estar em uma audiência com alguma autoridade, conhece o cerimonial e a formalidade que cercam a visita a uma pessoa assim. Para começar, as entrevistas são conseguidas a muito custo. São entrevistas solicitadas e “mendigadas”, com tempo bastante limitado, e dependem muitas vezes de um bom intermediário.

Antes de chegar à sala de audiência, você passa por várias antessalas, onde sua paciência é testada pelo tempo que fica aguardando. Para mim, essas salas, em lugar de nos deixar tranquilos, nos enchem de ansiedade, colocando a pessoa que vamos visitar num patamar mais elevado, e nós, como os “privilegiados” que se aproximam de alguém altamente inacessível.

E ali na sala de audiência está a autoridade com a qual queremos falar, acompanhada de dois adjuntos, uma secretária e dois oficiais. A conversa que era de caráter pessoal acaba sendo escutada por outros. Falta a privacidade que você gostaria de ter recebido.

Em contraste com a formalidade de uma audiência assim, todos os seres humanos são convidados a se aproximar do lugar mais importante de todo o Universo: o trono da graça de Deus, levando até ali seus pedidos.

Ao orarmos, não percamos de vista o fato de que é por meio da oração que entramos na “sala de audiência de Deus”. Vamos conseguir o que o povo israelita sempre quis, durante muito tempo: acesso livre e direto a Deus; liberdade de aproximação.

Quando ouvimos a expressão “trono da graça”, o coração se enche de confiança. É um lugar de onde nascem e fluem todas as bênçãos. Para essa audiência, todos os seres humanos são gentilmente convidados. E quem nos convida é o Criador de todas as coisas! Convida-nos para entrar em Sua presença e nos aproximar do trono da graça.


Diante do soberano do Universo, pobres pecadores podem ter acesso e se apresentar com ousadia, com confiança e certos de que vão ser atendidos.

Que você possa se aproximar desse Trono a todos os momentos e certamente, "achará descanso para as vossas almas"

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Arrependimento É o Primeiro Passo!!!

Vocês devem mudar seus corações e suas mentes e crer nas boas-novas. Marcos 1:15, Phillips

Na luta contra o pecado, cada um de nós se sente preso na armadilha de pecar e confessar, pecar e confessar, uma e outra vez. Será que podemos quebrar esse ciclo de levantar e cair, tentar andar e tropeçar, confiar e desanimar? A boa notícia é que as cadeias podem ser quebradas, o jugo pode ser desfeito e as amarras podem ser cortadas. Não interessa há quanto tempo você esteja nesse caminho, detido e enroscado, em atitude de derrota.

Se você perguntar como vencer isso, muitos programas de autoajuda, psicólogos, educadores e agentes sociais vão oferecer respostas aparentemente positivas. Mas somente Deus tem a saída. É uma palavra bonita, pouco ouvida em nossos dias: arrependimento. Foi a palavra com a qual Jesus iniciou Seu ministério.

Vamos começar explicando o que o arrependimento não é. Não é aquele sentimento de: “Que pena que fui descoberto.” “E agora como vou encarar meus pais?” “E a minha família?” “E minha reputação?” Não é apenas temer as consequências do erro. Você já teve que assinar uma multa reconhecendo excesso de velocidade? Você lamentou estar correndo demais, colocando em risco sua vida e a de outros, ou o fato de ter que pagar a multa? Você pode até chorar enquanto está dizendo que estava errado, sem, no entanto, se arrepender.

Arrependimento é uma nova maneira de pensar. Não é apenas se desviar do mal, mas tomar nova direção. É aquela placa de retorno que traz alívio quando erramos o caminho, quando passamos do trevo de saída, quando deixamos de ler o mapa, de ver ou escutar o GPS. É quando deixo meu caminho e sigo no caminho de Deus. É me afastar do pecado e me aproximar dEle. Isso pode ser feito agora. Fale com Deus, Ele vai ajudá-lo a dizer: “Lamento muito o que fiz. Não devia ter feito. Ajuda-me a reparar da melhor forma possível o mal feito.”

Deus simplesmente dirá: “Tome o próximo retorno. Mude de direção. Venha a Mim.”

Não haverá cobranças, censuras, nem recriminações. Apenas celebração: “Há alegria no Céu por um pecador que se arrepende.”


“É só um passo, uma decisão, um aceno / Pra sua vida encontrar valor que é pleno / Sair em busca de um tesouro / Trocar o velho pelo novo / Descobrir que a vida pode ser tudo aquilo que não foi” (É Só Um Passo, letra e música de Jader Santos).


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Convite Para Orar ao Pai!

[Jesus] lhes disse: “Quando vocês orarem, digam: Pai!” 
Lucas 11:2

Em resposta ao pedido dos discípulos – “Ensina-nos a orar”       (v. 1) –, Jesus lhes ensinou o Pai Nosso, ou a Oração do Senhor.


Em contraste com aquelas orações compridas e infindas repetições ensinadas pelos rabinos, a oração que Jesus ensinou é breve, expressiva, completa. Ela contém apenas 70 palavras. Mas um novo elemento foi introduzido. Trata-se de uma nova expressão pela qual Jesus ensinou Seus discípulos a se dirigirem a Deus como Pai. Queria impressioná-los com a necessidade de comunhão íntima, de familiaridade e proximidade com Ele.

No Antigo Testamento, Deus é chamado de Pai apenas sete vezes, e em todos esses casos é Israel como nação que Lhe fala. De outro lado, os Evangelhos registram que Jesus mencionou a palavra “pai” 170 vezes. Ele queria que todos olhassem para Deus como Pai de misericórdia, ternura e amor.

Não sei qual é a expressão que você usa para começar suas orações. Escuto algumas vezes, na igreja, orações dirigindo-se a Deus assim: “Grandioso, Altíssimo e Soberano Senhor!” Essas expressões não estão erradas, em si, porque falam da grandeza de Deus, mas perdemos em termos de proximidade e intimidade. Elas colocam Deus muito distante. Sentimo-nos longe, pequenos, lá embaixo, ao pé de uma longa escada; e Deus lá em cima, difícil de ser alcançado. Ele nem Se aproxima nem nos enxerga direito.

Chamar a Deus de Pai é uma demonstração de dependência. É também uma expressão de segurança e confiança. É a percepção de nossa necessidade e de completa dependência de Deus.

Na hora difícil de grande necessidade e angústia, o próprio Jesus, no Jardim do Getsêmani, dirigiu-Se a Deus com a expressão “Abba”. Era simplesmente a demonstração de um relacionamento vivido por Ele. Falou com Seu Pai com simplicidade, intimidade e confiança.

Nós, como filhos adotivos de Deus, também podemos nos aproximar com ousadia, e em nossos momentos de incerteza e desespero chamá-Lo de “Pai”.

“Para fortalecer-nos a confiança em Deus, Cristo nos ensina a dirigirmo-nos a Ele por um nome novo, um nome enlaçado com as mais caras relações do coração humano. Concede-nos o privilégio de chamar o infinito Deus de nosso Pai. [...] Pronunciado ao pedir Seu favor ou bênçãos, soa-Lhe aos ouvidos como música” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 141, 142).


terça-feira, 12 de abril de 2011

O Escândalo da Graça!!!

Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos. Mateus 20:16

Diga-me o que pode fazer alguém que chega ao emprego e bate o cartão às cinco da tarde (sem se tratar de um turno especial)? O que vai fazer no escritório, na oficina, na fábrica ou no campo? O melhor do dia já se foi. O que era para ser feito naquele dia, já terá sido feito. O que era urgente ficou para trás.

Aqui está a história de um homem que precisava fazer sua colheita de uvas no menor tempo possível. Logo no início da manhã, ele foi procurar trabalhadores braçais, oferecendo uma moeda de prata pelo dia de trabalho. Encheu um ônibus rural e levou todos. Descobriu que precisava de mais gente. Foi às nove da manhã, voltou ao meio-dia e às três da tarde. Chegou até mesmo a ir às cinco da tarde para recrutar mais gente para realizar a tarefa.
Nesta parábola encontramos várias surpresas:

Primeira surpresa: os que chegaram por último receberam o salário primeiro.


Segunda surpresa: os que começaram a trabalhar às cinco da tarde receberam salário de um dia completo. Suponha que o salário desse pessoal tivesse como base 60 reais. Assim, quando abriram os envelopes, esses últimos descobriram três notas amarelinhas de 20 reais, e ficaram nas nuvens. Olharam para os lados e saíram apressadamente.


E o restante do pessoal? Começaram a fazer cálculos. Aqueles que chegaram às três da tarde disseram: “Vamos receber 180 reais!” Quem havia começado a trabalhar ao meio-dia receberia 360; os que chegaram às nove da manhã receberiam 540; e aqueles que haviam trabalhado doze horas teriam 720 no bolso! “Que bolada vou receber! Minha esposa nem vai acreditar!”


Aí vem a terceira surpresa: os que trabalharam o dia todo receberam também um envelope com três notas de 20 reais. O porta-voz do grupo protestou, esperneou, mas de nada adiantou.


Lembra-se de como termina a parábola? “Os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.”


Amigo, a graça de Deus inverte o raciocínio. Ela diz para deixarmos de lado escalas, balanças, calculadoras e aferições de desempenho, porque a salvação é uma dádiva. “Não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à Sua misericórdia”  (Tt 3:5).


Nos negócios humanos, a compensação é feita de acordo com o trabalho realizado; mas, nos negócios do reino, a salvação é um presente, e você não paga por um presente que recebe. 


Como temos que aprender com Jesus! Nossa!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Apenas uma Criança!

[Davi] disse a Saul: “Não consigo andar com isto, pois não estou acostumado.” Então tirou tudo aquilo e em seguida pegou seu cajado, escolheu no riacho cinco pedras lisas, colocou-as na bolsa, isto é, no seu alforje de pastor, e, com sua atiradeira na mão, aproximou-se do filisteu.    1 Samuel 17:39, 40

No pregão de apostas para definir o vencedor da luta, as chances de vitória eram uma em cem. Essa era a situação de Davi. Até ali os desafios tinham sido os xingamentos, a estratégia militar do inimigo, as especulações, a checagem das armas, o levantamento de homens em condições de luta, e assim por diante.

Os filisteus costumavam dizimar seus inimigos, o que deixaria para trás os clássicos filmes de ação, com luta entre facções, gangues e grupos: no filme Rambo IV, morreram 449; em O Exterminador do Futuro, foram 538 mortos; Guerra nas Estrelas, 508; e em O Justiceiro, foram 662 mortos (tudo na ficção, claro).

Tenha em vista algumas coisas quando tiver que enfrentar desafios:

Não se compare aos demais. Há pessoas compulsivas em se comparar a outras. Cada vez que um colega se sai bem, sentem-se fracassadas. Toda vez que o sol brilha para outros, do seu lado faz sombra. Acreditam que a Lei de Murphy só funciona para si mesmas, isto é, se alguma coisa tem que dar errado, dará errado com elas. O outro fala melhor, canta melhor, tem roupa de grife, tem o carro do ano. Ao nos compararmos com os outros, sempre encontraremos pontos nos quais eles nos superam, e outros nos quais nos saímos bem.

Aceite suas limitações. Medir-nos pelos outros é frustrante. Estamos em diferentes etapas de desenvolvimento, tanto física, quanto social, mental e espiritualmente. Pena que muitas vezes não temos a humildade nem a coragem para dizer “não sei”, “não posso”, “não tenho”. Temos nossos gostos, inclinações, interesses, mas não somos fortes em todos os pontos.

Use sua própria armadura. Disseram para Davi: “Você está chegando aqui com um currículo invejável. Você tem competência para colocar essa armadura do rei.” Então, pela insistência de outros, ele entrou no cenário da guerra parecendo aquilo que não era. “Mas como? Quero ser eu mesmo! Será que tenho que ser cópia dos outros?” Até que ele decidiu: “Não sou soldado. Sou pastor de ovelhas. Não vou aparecer com essa armadura. Vou usar meu estilingue e minhas pedras.” E disse mais: “Todos os que estão aqui saberão que não é por espada ou por lança que o Senhor concede vitória; pois a batalha é do Senhor” (1Sm 17:47).


Não sei que gigantes ou desafios você terá que enfrentar hoje. Mas seja você mesmo. Esteja confiante, pois a batalha é do Senhor e Ele lhe dará a vitória!


sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Pérola de Grande Preço!!!

[O negociante,] encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou. Mateus 13:46

Mesmo que não sejamos compradores obsessivos e compulsivos, há algumas coisas que fazem saltar nossos olhos e cativam nosso desejo de comprar. Às vezes, é um relógio de pulso, um celular, um par de tênis, uma roupa, óculos de sol... E queremos “espichar” nosso dinheiro. Dizemos: “Por que não gastar só um pouquinho mais e ficar completamente satisfeito?”

Foi esse sentimento que tomou conta do mercador de pérolas, quando ele encontrou o que estava procurando. “Achei! Era essa mesma!” A pérola era tão extraordinária que ele foi fisgado pela beleza da joia. Depois que a descobriu, estava disposto a fazer todo sacrifício para adquiri-la. Foi então que vendeu tudo o que possuía e a comprou.

Guy de Maupassant conta a história de Matilde Naisiel, mulher simpática, graciosa, mas casada com um pobre funcionário. Ela gostava de se vestir bem e ir a festas. Foram convidados pelo Ministro de Educação, de quem seu esposo era funcionário, mas lamentava não ter o que vestir. Com 700 francos dados pelo esposo, ela comprou um bonito vestido, e pediu emprestado à amiga Madame Forestier um colar de diamantes. Na festa, Matilde estava encantadora. Mas, no caminho de volta para casa, perdeu o colar. Tiveram que comprar outro pelo preço de 36 mil francos.

Dez anos mais tarde, ela se encontrou com Madame Forestier e lhe contou que havia trabalhado todos aqueles anos para pagar o colar.


– O quê? Mas você me devolveu o colar! – disse a Sra. Forestier.


– Sim, eu devolvi um igual a ele, e há dez anos o estamos pagando.


– Você está dizendo que comprou um colar de diamantes para repor o meu?


– Sim.


– Oh! Minha querida Matilde, mas o meu era somente de vidro e não valia mais do que 500 francos!


Muitos trabalham penosamente e se sacrificam para encontrar apenas desapontamento. A verdade é que somente Jesus satisfaz. Aquele que encontra em Cristo a satisfação de todos os seus desejos deve estar disposto a dizer como Paulo: “Vejo tudo como perda em comparação ao lucro superior de conhecer a Cristo Jesus. [...] Por causa dEle, cheguei a sofrer perda de tudo, mas considerei isto simples refugo, se comparado ao fato de poder ganhar a Cristo” (Fp 3:8, Phillips).


“Tudo que pode satisfazer às necessidades e anelos da vida humana, para este e para o mundo vindouro, é encontrado em Cristo” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 115).


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Graça e Dádiva!!!

Vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, Se fez pobre por amor de vocês. 2 Coríntios 8:9

Pela manhã, o pastor se colocou em pé diante da congregação e anunciou: “Irmãos, tenho ótimas notícias para dar a vocês! Já temos todo o dinheiro necessário para a reforma da igreja.” Um caloroso “amém!” animou o pastor a prosseguir: “E a outra notícia, melhor ainda, é que esse dinheiro está no bolso de vocês.” Não houve outro “amém”, mas a igreja entendeu a mensagem do pastor.

O que nos motiva a doar? Para atender a um apelo, suprir uma necessidade, ou como um ato de adoração? Ao participarmos com nossas ofertas, estamos demonstrando que entendemos aquilo que Deus fez em nosso coração e em nossa vida, transformando-a por Sua graça.
Nos capítulos 8 e 9 da segunda carta de Paulo à igreja de Corinto, a palavra “graça” aparece dez vezes. E todas elas relacionadas com o ato de doar – um ato que flui do coração. Não foram as circunstâncias externas que influenciaram a “rica dadivosidade”. Os macedônios não estavam doando de sua abundância, mas de sua pobreza. Eles estavam doando não porque tinham que doar, mas porque desejavam doar, como se fosse um privilégio e não uma obrigação.
Ao visitar a igreja de Corinto, que era composta de escravos, trabalhadores e gente de bem, Paulo mencionou como exemplo as igrejas da Macedônia, que incluía Tessalônica, Filipos e Bereia. Essas igrejas também tinham enfrentado dificuldades e escassez econômica. Eram igrejas de condições financeiras modestas, mas Deus tocou o coração daquelas comunidades. Mesmo com limitações, os irmãos doaram generosamente.
Um cartaz numa igreja dizia: “Deus ama ao que doa com alegria, mas também aceita o de mau humor.”
Devemos doar não movidos pela compulsão, nem com relutância. A graça de Deus tem que me levar do nível do “tenho de doar” para o nível do “desejo doar”. Ela é que torna possível nossa generosidade.
“Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra” (2Co 9:8).

A graça também mexe com nosso bolso na hora de ajudar.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cidades de Refúgio!!!

[Senhor,] tens sido refúgio para os pobres, refúgio para o necessitado em sua aflição, abrigo contra a tempestade e sombra contra o calor. Isaías 25:4

Ao ler muitas vezes a Bíblia e me deparar com a descrição das cidades de refúgio em Números 35 e Josué 20, eu me perguntava: “Será que não existe em cada um dos nomes dessas cidades um significado com uma mensagem para os que vivem no século 21?” É verdade. Todas elas estão com os portões abertos e acessíveis a nós.

Quedes é lugar santo, consagrado. Aqueles que se sentem pecadores, impuros vão encontrar em Quedes a graça santificadora de Jesus.

Siquém significa força, ombro; o convite é para os que se sentem cansados, esgotados, no fim da corda, e necessitam de ânimo e firmeza. Hebrom é aliança, irmandade. Refúgio para os que não têm amigos e que se sentem desamparados. Esse é o lugar em que Deus reconhece aqueles que são esquecidos. É um lugar amigável e de aceitação.

Na Guerra do Golfo (2001-2003), ocorreu uma tempestade de areia no deserto, que atingiu uma das guarnições militares norte-americanas. Nessa ocasião, mais soldados foram mortos, não pelo inimigo, mas pelo “fogo amigo”. O consenso era: “Com pouca visibilidade, dependendo de onde você estiver, se vir alguém se aproximando, na dúvida, atire. Você já foi vítima de “fogo amigo”? Ou atacou alguém com “fogo amigo”?

Bezer significa fortaleza secreta, lugar forte. Esse é o lugar para o qual corremos em nossa debilidade, quando sentimos que já não temos forças. Se você não se sente capaz para alguma coisa, aqui está seu lugar forte e sua defesa. 
Ramote é exaltação, levantar-se. Ramote é o refúgio que precisamos quando nos sentimos indignos e nossa espiritualidade está lá embaixo. Precisamos que alguém nos ajude a ficar em pé. Deus, então, nos convida para “nos levantarmos e andar”. Golam é círculo, cerca. Você que se sente caçado pelo inimigo, e em fuga? Em Golam você se sentirá protegido.


Hoje, multidões procuram refúgio. São pessoas com medo, feridas, preocupadas e oprimidas. Pessoas tratadas injustamente, sem rumo, desorientadas. Vidas marcadas pela decepção. E essas cidades se constituem num símbolo do refúgio que encontramos em Jesus.

Devemos gritar para essas pessoas: “Ei, é aqui mesmo! Refúgio! Venham! Ele é o único em quem podemos nos refugiar com segurança.”

Que seu refúgio maior esteja nos braços da Rocha Eterna que é Jesus!



Restaurando os que caíram!!!

"Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Gálatas 6:1

Uma das mais bonitas modalidades dos jogos de inverno é a patinação artística. Na apresentação, é de tirar o fôlego o salto com vários giros no ar e a aterrissagem. Mas já assisti algumas vezes, quase no fim da demonstração, o salto e... a queda. O que era para terminar em pé, de braços abertos numa demonstração de “fiz tudo direitinho”, não se concretiza.

Os resultados de uma queda não são nada agradáveis, e nada é tão frustrante como cair diante dos outros. Cair sozinho, você disfarça, sacode a poeira e segue caminho. Mas, quando outros nos veem cair, é humilhante.

Como a igreja, como família e comunidade dirigida pelo Espírito, deve tratar aqueles que estiveram ao nosso lado, participaram no mesmo coral, ajudaram no mesmo projeto, e foram afastados de nosso convívio por causa de uma queda?


O mesmo texto em diferentes versões descreve um leque de atitudes positivas em relação àquele que caiu:


“Colocá-lo em pé muito gentilmente” (New English Bible). Quando alguém cai, sua primeira necessidade é se levantar sem ser lembrado de que caiu. “Colocá-lo silenciosamente de volta no caminho, sem nenhum sentimento de superioridade” (Phillips). Não é hora de querer dar uma lição, nem de se mostrar mais santo do que ele. “Deve ser auxiliado a corrigir-se, restaurar-se e reintegrar-se sem nenhuma demonstração de superioridade e com toda gentileza” (Versão Amplificada). Restaurar quer dizer “colocar de volta onde estava”. Tem a mesma conotação de colocar um osso deslocado no lugar.

“Restaurá-lo magnanimamente, ficando com você os comentários críticos” (The Message). Mostrar tato e simpatia, selecionando cuidadosamente as palavras, e persuadir a pessoa para que volte ao caminho.


Somos aqueles que estendem a mão e ajudam a limpar as feridas? Colocamos uma tala ou curativo e dizemos: “Vamos tentar de novo”? Depois do escorregão, oferecemos o ombro para ajudar o outro a se levantar?


Aquele que é poderoso para nos guardar de tropeçar e cair está nos convidando hoje para receber Sua graça e restaurar os caídos.

Queridos, pensem bem nessas palavras, se assim for, nossas igrejas serão de fato um local de restauração das almas!

quinta-feira, 24 de março de 2011

O perdão!!!

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23:34)

Jesus ensinou Seus discípulos a orar: " Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (v. 12). Então, Ele insistiu (v. 14,15) que se não estivermos dispostos a perdoar, Deus não nos perdoará.
O pensamento é apavorante. Afinal, todos somos pecadores e, assim, todos precisamos do perdão divino. Dessa forma, todos devemos aprender a PERDOAR,  se quisermos nós mesmos ser perdoados!
O perdão é tão importante porque é fundamental para reparar e manter boas relações. O Senhor sabe como é doloroso o fardo do pecado e como esse fardo deve ser deixado por meio do perdão - o perdão que obtemos de Deus e o perdão que concedemos aos outros.
A experiência do perdão é util, não só para os que o recebem, mas também para os o concedem. O sentimento de graça e generosidade experimentado pelos que concedem PERDÃO os leva para mais perto de Deus e contribui para a edificação do caráter.
Um estudo administrado no meio de indivíduos recentementes divorciados mostrou a difererença entre os que estão dispostos e os que estão poucos dispostos a perdoar. Mark Rye, da Universidades de Lowa, recrutou 199 pessoas divorciadas em grupos de recuperação de organizações de solteiros da comunidade e grupos de recuperação de divórcio com base nas igrejas. Não foi surpresa quando os pesquisadores constataram que os que concederam perdão a seus antigos cônjuges desfrutavam níveis mais elevados de saúde mental. Os perdoadores experimentaram níveis mais elevados de bem-estar e satisfação religiosa e níveis baixos de ira e depressão.
Essa não é uma experiência isolada. Durante a última década, os estudos são claros. O perdão reduz a depressão e a ansiedade, aumenta a autoestima e o bem-estar emocional geral. Em resumo, o perdão serve para muitas coisas; enquanto isso, alimentar rancores é perigoso para o corpo e para a mente.
Isso é surpreendente? Quem entre nós não experimentou a cura e alívio provenientes de oferecer perdão aos que nos ofenderam?
Qualquer organização humana, incluindo igreja, está sujeita a equívocos, julgamentos errôneos e percepções falhas. Realísticamente falando, a igreja também é suscetível à ambição da autopromoção, egoísmo, avareza, conduta antiética, assédio, desonestidade e apatia, muitas vezes CAMUFLADOS com vestes de justiça. Às vezes, as organizações religiosas sofrem de ingenuidade em relação a certos comportamentos antiéticos sequer tolerados pelas organizações seculares, porque elas levam mais a sério a conduta perversa do que a igreja. Visto que nossas expectativas quanto à vida na igreja podem se tornar excessivamente altas, doses de realidade muitas vezes ferem intensamente, e a desilusão pode dominar até mesmo o cristão experimentado. O perdão é o único antídoto para essa desilusão.
O perdão nunca desculpa nem minimiza o comportamento pecaminoso. Em lugar disso, reconhece a fraqueza e propensão pecaminosa de todos os seres humanos. Os perdoadores reconhecem sua própria necessidade desesperada de perdão. Finalmente, os que estão em dívida com o perdoador são libertos da condenação justa que deveria acompanhar o erro. Ironicamente, libertando os que pecam contra nós, livramos também a nós mesmos.
Algumas perguntas para consideração:
Como a igreja, ou qualquer organização espiritual poderia, por qualquer período de tempo, funcionar sem doses consideráveis de perdão?
Por que as pessoas perdoadoras, em geral, experimentam mais saúde (física e mental), redes sociais satisfatórias e menor incidência de depressão?
A quem deveríamos perdoar na próxima semana?

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